Persista, mas não seja teimoso!

Qual a diferença entre persistência e teimosia?

Ambas as palavras estão ligadas à ideia de insistência, mas, como bem sabemos, enquanto persistência é entendida de forma positiva, o oposto acontece com a teimosia.

Seria então a persistência aquela insistência que deu certo e a teimosia a que deu errado? Mas, durante a insistência, como saber se estamos persistindo ou se estamos teimando?

Na realidade, a diferença não está no resultado (efeito) e sim na motivação (causa) do ato de insistir.

Persistir é positivo porque implica em estabelecer o foco em um objetivo e agir sempre tendo isto como motivação. Quem persiste aprende com os erros, refaz estratégias e avalia alternativas.

Teimar é negativo porque o objetivo inicial se perde na tentativa ou necessidade de provar que sua opinião está correta, mesmo que as evidências mostrem o contrário. Provar algo a alguém ou apegar-se a uma crença não fundamentada tornam-se os novos objetivos do teimoso.

Essas definições até que são fáceis de entender. O problema está em identificar numa situação prática quando se está persistindo e quando se está teimando. É da natureza humana a tendência de dar ares de persistência a uma atitude de teimosia.

Outra questão importante é que quando repetidamente se empreendem esforços sem que os objetivos sejam alcançados, a tendência é a de que a motivação vá sendo minada, a ponto de passar a terceiros a impressão de estagnação e conformismo.

Focando justamente esse aspecto, o palestrante Roberto Shinyashiki lançou o livro Pare de dar murro em ponta de faca, em que apresenta exemplos e reflexões para que o leitor identifique situações de sua vida em que esteja teimando com algo que não o leva a lugar algum.

O autor cita alguns fatores que levam as pessoas a se perderem nesse cenário de estagnação e conformismo. São eles:

  • o não reconhecimento da atitude de teimosia (dar murro em ponta de faca);
  • a falta de conexão com a própria alma;
  • a falta de comprometimento com seu próprio projeto de vida;
  • a inexistência de um projeto de vida.

Além desse diagnóstico, o livro propõe medidas para eliminar a influência desses fatores negativos e um método em que o leitor desenha novos cenários, escolhe um deles e o implementa na prática.

Sem dúvida, uma forma racional, planejada e organizada de atacar o problema. É a teimosia saindo para dar lugar à persistência.

 

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